Toma juizo cacique do vale.

23/01/2013 20:32

Eu comecei minha vida no rádio em meados de oitenta, pra ser mais preciso, oitenta e um ao lado do saudoso José Maria Félix, na condição de redator esportivo. Depois com o passar do tempo virei repórter do Guarany de Sobral, e por quase dez anos conheci as entranhas do cacique do vale por dentro e por fora. Vi o Valdir ser vendido na casa do Luis Torquato. Valdir tinha vindo do Crato, nome de batismo Antonio Pedro do Nascimento, depois viria a falecer vítima do alcool. Em campo era o que se pode chamar de "foguete". Acompanhei de perto as intrigas de Luis Torquato com o prefeito Joaquim Barreto por conta do "dinheiro" que o presidente a época achava que era pouco. Vi Tangerina nascer para o futebol e depois ser vendido para o Fortaleza e daí para o São Paulo. Fui a taça de  prata com  o Guarany, rodei grande parte deste Brasil, e fiz três campeonatos brasileiro com o bugre. Vi Dona Siné, esposa de Luis Torquato virar presidente. Vi ameças sendo feitas a radialistas que se dispunham a dizer que o Luis tava errado em alguma coisa, eu fui um deles. Vi e vivi muitas coisas. Vi sofrimento, aporrinhação de jogadores, vi o Guarany ser derrotado no Junco para o Ceará quando poderia ser campeão de um turno.  E daí e daí. Vi Luis Torquato envelhecer no comando do Guarany. Vi Luizinho Torquato aparecer como dirigente de futebol. Sou do tempo em que Cesário Apoliano dirigia um time cheio de nó pelas costas sem dinheiro para nada.

Já são quase três décadas de Guarany de Sobral sob comando dos Torquatos. Hoje o Guarany é como se fosse um "feudo" de Luis e Luisinho. O controle acionário do time gira em torno da família. Qualquer um que se candidatar contra eles perdem , por um pequeno detalhe. O controle das ações do clube que dão direito a voto estão ou com a família, ou com alguém diretamente ligado a eles. Quem tá me vendo assim tecer esses detalhes deve estar perguntando se eu odeio tanto assim os Torquato. Pelo contrário. Me lembrou o advogado Wilson Siridó que o Guarany traz na camisa uma estrela de campeão brasileiro. O bugre é o único dos times cearense que detém essa honraria, conquistada na gestão dos Torquatos, daí não se entender porque de uma hora para outra a população , principalmnete os "boleiros" estarem a querer crucificar Luisinho e Luisão.

Tem mais, só para reavivar a memória do torcedor do Guarany, essas "cassandras" que querem voltar ao comando do cacique do vale, são as mesmas que afundaram o time para a segunda divisão num passado não muito distante. E como diz Toca do Vale, quem vive de passado é museu. A história do Guarany e dos Torquatos, tá muito parecida com o esquema montado pelos "meninos" pra tirar de tempo o padre Zé na história da Santa Casa. Tá com cheiro de intervenção branca no guarany. Se o dinheiro não está aparecendo. Se a secetária Shelda quer consultar um advogado antes de liberar a "merreca" para o time de futebol profissional, e o time tem de ter um CT de treinamento. É muita conversa. E de conversa o torcedor sobralense que é o mais interessado na história tá triste, de cabeça baixa com a campanha pífia que o Guarany vem fazendo já há um bom tempo, mercê desses desencontros que tem marcado o time sobralense. Estamos caminhanado para uma segunda divisão. O time que está aí é fraco e já provou que não ganha de ninguém. Tá se precisando de uma chacoalhada grande. Tá na hora de todos se sentarem numa mesa para resolver essa pendenga. Toma juizo cacique do vale.

 

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